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Projeto “Menstruação – Vamos Falar Sobre Ela” encerra etapas de 2025 com ações no Tocantins e Maranhão

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O Projeto “Menstruação – Vamos Falar Sobre Ela”, realizado pelo Consórcio Estreio Energia – Usina Hidrelétrica de Estreito (CESTE), em parceria com a Afya, concluiu as etapas previstas para o ano de 2025 após a realização de ações educativas e sociais em municípios dos estados do Tocantins e Maranhão, na área de abrangência da UHE Estreito.

As atividades tiveram início em Filadélfia do Tocantins, com a entrega de 100 kits de higiene menstrual e ações educativas voltadas às mulheres da comunidade. Ao longo do ano, o projeto também passou pelos municípios de Palmeiras do Tocantins, Darcinópolis (TO) e Carolina (MA), alcançando aproximadamente 160 participantes em cada localidade, entre beneficiárias, profissionais de saúde, representantes do poder público, acompanhantes de menores e parceiros institucionais.

No momento, Babaçulândia (TO) é o único município que ainda não recebeu a ação, permanecendo como exceção no cronograma geral, enquanto as demais etapas previstas para 2025 já foram executadas e oficialmente encerradas.

O professor do curso de Medicina da Afya, Cláudio Henrique Clemente Fernandes, explicou que as ações contam com a participação de acadêmicos de Medicina e de cursos multidisciplinares, como Enfermagem, Psicologia e Direito. Segundo ele, o projeto é resultado da articulação entre duas iniciativas institucionalizadas nos programas de pesquisa e extensão da ProPPexi: o projeto Ações de combate à pobreza menstrual e à evasão escolar entre jovens de 09 a 19 anos dos municípios da área de abrangência da UHE Estreito, coordenado pela Dra. Malba Sousa Fonseca Fernandes, e o projeto de pesquisa Atitudes e crenças sobre sexualidade e educação sexual em mulheres jovens ribeirinhas do norte do Tocantins e sul do Maranhão, coordenado pelo próprio docente e coorientado pelo Dr. Rodolfo Lima Araújo.

“O sucesso das ações realizadas em 2025 reflete o compromisso, a empatia e a responsabilidade social dos professores, coordenadores e acadêmicos envolvidos, que fortaleceram cada etapa do projeto”, destacou o professor.

Durante as atividades, foram promovidas rodas de conversa, palestras educativas, distribuição de materiais informativos, além de ações voltadas ao fortalecimento da autoestima e à quebra de tabus relacionados à menstruação, reforçando a importância de políticas públicas de inclusão social.

Para o CESTE, a parceria é fundamental no enfrentamento da pobreza menstrual e de suas múltiplas consequências. De acordo com o gerente-geral da UHE Estreito, João Rezek, a falta de acesso a produtos de higiene adequados impacta não apenas a saúde física, mas também o desempenho escolar, a saúde mental, a autoestima e as oportunidades futuras das pessoas que menstruam.

Desde 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a pobreza menstrual como uma questão de saúde pública e de Direitos Humanos.

Os organizadores reforçam que estudar em uma instituição que, além da grade curricular, incentiva atividades sociais contribui para uma formação acadêmica mais completa e alinhada às demandas sociais.

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